terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Qualquer dia amigo a gente vai se encontrar!

"Mas porque você não faz amigos aí? Você é uma pessoa tão extrovertida!"

"Eu no seu lugar sairia com os héteros mesmo, nem que for pra beber alguma coisa... melhor do que ficar em casa!"

"Se você também não der uma chance as coisas nunca acontecerão! Você tem se abrir mais..."

Essas são as frases recorrentes que eu tenho como réplica quando digo que não tenho amigos aqui em Portugal e o porque d'eu não sair. Sempre que me perguntam isso a primeira coisa que eu respondo é "ah, os portugueses são grossos demais, são muito fechados e não se abrem pra amizade". O que não é de certa forma uma verdade, mas também não é mentira. Digamos que seria uma meia-verdade.
Os portugueses são pessoas fechadas sim, que demoram pra confiar, porém quando a confiança é conquistada eles são amigos pra vida toda. Mas então porque você ainda não fez amizade, senhor Átila Rithiery?

Easy, eu simplesmente construí uma carapaça em torno de mim mesmo que simplesmente fica difícil alguém rompê-la. Contradizendo o que eu disse em um dos posts anteriores em que eu disse que "se a pessoa me diz 'bom dia' já se torna minha melhor amiga". Na verdade eu costumo, sim, ser simpático com as pessoas que se aproximam de mim, mas quando eu percebo que aqueles encontros casuais estão se tornando mais frequentes e que uma amizade poderá surgir eu simplesmente me afasto.

E os motivos são variados, o primeiro deles é a sexualidade: Se o cara for hétero já me murcha em 200%. Desculpa os héteros, eu adoro os héteros, mas eu simplesmente cheguei em uma fase da minha vida que eu não tenho mais paciência em fingir algo que eu não sou. Não consigo mais sair com um grupo de rapazes e fingir que acho linda a bunda da menina que passou pela gente. Porém se forem héteros, mas sabem que eu sou gay, aí a coisa já muda de figura! Não me importo, e até gosto de sair com héteros, contanto que me respeitem, assim como eu os respeito.

Já o segundo motivo é a convivência, eu trabalho em um lugar onde 500% das pessoas que frequentam são mulheres e em sua maioria de meia-idade, simplesmente não tem como eu conhecer pessoas em um local assim. Fato.

Mas felizmente as coisas estão mudando de figura, no meu curso de fotografia eu conheci pessoas bem legais, e todos já sabem da minha sexualidade e ao invés de mudarem comigo eles se abriram ainda mais. Já fui até mesmo em um jantar com a turma e me diverti pra caralho! E eles deram muitas risadas também, até porque um viado no meio dos héteros é como um palhaço no meio das crianças. Mas nenhum deles ainda se tornou meu amigo de verdade. Não por não ter coisas em comum, na verdade entra mais pro grupinho do segundo motivo: a convivência! O único lugar que eu os encontro é na sala de aula e cada um tem a sua vida, o seu trabalho e seus amigos fora dali.

Na realidade, o que eu sinto falta é daqueles amigos que eu tenho no Brasil, que me entendiam com um simples olhar e que a convivência era diária! Pessoas que tinham os mesmos interesses que eu, e que mesmo que não tivessem os mesmos gostos éramos capazes de debater e conversar sobre. Mas a distância também acaba por afastar as coisas, e cada um que ficou trás levou adiante sua vida e é bem capaz e terem se esquecido do rapaz magrelo que falava bobeiras e torrava sua grana em Açaí...

E em cena agora eu tenho os amigos da internet. Muitos colegas. Mas poucos amigos. Pessoas que eu gostaria MUITO que entrassem pra minha convivência real, mas que infelizmente não acontecerá tão cedo. Afinal, ainda não inventaram o teletransporte.

O fato é que, sim, eu sinto falta de ter amigos do meu lado, pra sair juntos e falar merda, rir, pregar peças, dançar... e mesmo não os tendo, eu dou valor naquelas que tenho, mesmo que estejam longe. Até porque quem ama, cuida. E se eu não cuidar desses eu to fudido e mal pago.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Profissão: Perigo.

Tem uns dias que a gente tá meio estranho não é? A Gente finge não saber o que é, mas em nosso íntimo nós sabemos.

Hoje é um desses dias, em que eu sinceramente não sei o que eu quero da vida.

Eu faço um curso de fotografia e adoro, mas tem horas que sinto que estou perdendo o meu tempo. Não por não gostar, pelo contrário eu adoro o curso e sinto que levo muito jeito. Mas eu acho que eu me daria melhor se me aperfeiçoasse naquilo que eu já trabalho: o salão de cabeleireiro.

"Ah, mas porque você simplesmente não faz aquilo que você quer, Átila?", você me perguntaria, é aí que entra a situação mais complicada da minha vida. Com 17 anos eu prestei três vestibulares, sendo que dois deles foram porque minha mãe queria, ambos voltados pra área de humanas e o outro eu fiz pra Matemática. Porque (Deus, eu me pergunto até hoje o porque!?) eu queria ser professor.

Resumindo, acabou que eu passei nas três, fui fazer matemática e desisti. Não era pra mim. Mas essa não foi a primeira coisa na minha vida que eu desisti. Eu já fiz um curso pra entrar na Marinha e desisti, porque meu sonho era ser médico da Marinha! Depois eu fiz aulas de desenhos e desisti, porque meu sonho era ser um desenhista famoso! Depois eu comecei um curso de teatro e desisti, porque meu sonho era ser um ator famoso.

O mais engraçado é que em todos esses cursos eu me destaquei, sempre fui bom aluno e fazia meu trabalho bem feito. Tirando as faltas, pois eu sempre fui um vagabundo e preguiçoso! E faltar é a minha maior especialidade!

Mas aí entra um problema, eu to começando a sentir que eu to começando a ver Fotografia, como todos os outros cursos que eu já fiz, um grande devaneio de um pisciano muito sonhador... E isso tá me colocando em uma sinuca de bico. Pois pra entrar nesse curso eu comprei uma câmera carérrérrima, minha mãe me perguntou MIL vezes se era isso que eu queria... E eu confirmei, como em todos os outros cursos, disse que era meu sonho e que eu seria lembrado como um grande fotógrafo!

Mas sinceramente? Cada dia que se passa, eu percebo que eu sou um ótimo cabeleireiro, e que eu to perdendo meu tempo sentindo vergonha da minha profissão e fugindo ao procurar outros ares... Mas eu sou assim! Uma pessoa que por mais que tenha uma opinião muito forte, acaba sempre dando atenção às opiniões alheias.

E ser cabeleireiro nunca foi meu sonho.


A Estrada de Tijolos Amarelos

Faz tempo que eu escrevo em meu blog e em outro blogs por aí! Mas com o tempo o meu próprio blog começou a virar mais um espaço dos outros que própriamente meu...

Ultimamente a internet virou meio que uma terra de ninguém. Todo mundo tem opinião pra dar, quer suas opiniões respeitadas, mas não gostam quando confrontam suas idéias... além do que, todo mundo gosta de se pintar de uma maneira completamente daquela que realmente é.

Eu mesmo sou uma pessoa que divide opiniões, tem pessoas que me acham legal, descolado, ácido, chato... Já outras gostam de mim, da minha maneira de ser... Mas acredito que das pessoas que me conheceram até hoje na internet são poucas as que tiveram acesso ao verdadeiro Átila.

Já ao vivo, eu sou uma pessoa que se abre facilmente, qualquer pessoa que se aproxima e diz bom dia já se torna minha amiga! Tá, não tão exagerado assim, mas eu sou uma pessoa extrovertida e que logo se torna amigo de maneira muito fácil.

Porém, isso não me transforma em uma pessoa boba e que qualquer uma engana, pelo contrário, eu sou esperto, me ligo nas coisas que acontece ao meu redor e tenho pavio curto.

Então um pouco disso acaba sendo passado para o mundo virtual também, e assim eu volto no começo do post. Eu tinha um lugar que eu postava muito, mas por ser uma pessoa que acaba chamando atenção, eu resolvi criar um lugar onde eu pudesse usar como diário de format tranquila. Pra minha própria leitura ou daquelas pessoas que eu gosto e que acho que merecem ler.

Portanto, se você está aqui, você conhecerá muito de mim, além de ser uma pessoa que eu confio, porque planejo fazer disso o caminho pra minha mente. Uma estrada de tijolos amarelos para a minha pessoa.

:)